O que o 1º turno sinaliza para o mercado imobiliário?
Juros futuros caíram quase 1 ponto e o dólar ficou abaixo de R$ 5. Entenda o que isso significa para financiamento, preços e investimentos.
Por Blow · 5 de outubro de 2026 · leitura de 4 minutos
O mercado na manhã de segunda-feira (5/10):
- Ibovespa futuro: 211 mil pontos (alta de cerca de 8%, máxima histórica)
- Dólar: R$ 4,97 (queda de 4,6%)
- Juros futuros (DI jan/2029): 12,83% (queda de 0,86 ponto percentual)
- Selic: 13,75% (após o 5º corte seguido)
O resultado
Com as urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) somou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula (PT). A disputa segue para o segundo turno em 25 de outubro. Além de liderar a corrida presidencial, a direita elegeu bancadas fortes no Congresso. Analistas leem isso como mais capacidade de aprovar uma agenda econômica.
O mercado reagiu logo na primeira hora. O Ibovespa futuro chegou à máxima histórica, o dólar caiu abaixo de R$ 5 e as taxas de juros de longo prazo recuaram quase um ponto percentual. Para o setor imobiliário, esse último número é o que mais importa.
7 pontos que podem favorecer o mercado imobiliário
1. Juros longos em queda barateiam o financiamento
O crédito imobiliário é de longo prazo e acompanha a curva de juros futuros, não só a Selic. Quando o DI de 2029 cai quase 1 ponto em um dia, os bancos ganham espaço para reduzir taxas. Com parcelas menores, mais famílias conseguem comprar.
2. Ajuste fiscal abre caminho para a Selic cair mais
O plano de governo prevê corte de despesas, redução de ministérios e uma nova regra para estabilizar a dívida pública. Com menos risco fiscal, o Banco Central tem mais liberdade para continuar cortando a Selic, hoje em 13,75% após cinco reduções seguidas.
3. Real mais forte alivia o custo da obra
Parte relevante dos insumos da construção é cotada em dólar. Um câmbio mais baixo segura o INCC e a inflação. Isso protege as margens das incorporadoras e ajuda a conter reajustes nos imóveis na planta.
4. Mais capital para construtoras e fundos
Com a confiança do investidor em alta, as empresas do setor captam recursos com mais facilidade, e FIIs e CRIs voltam ao radar. Antes mesmo da eleição, o JP Morgan já apontava as construtoras como grandes beneficiadas por juros menores e mudança de governo, com potencial de valorização de 40% a 60% para várias delas.
5. Revisão da reforma tributária
O programa propõe rever a reforma para reduzir a alíquota do IVA, que pode chegar a cerca de 30% pelas regras atuais. Uma carga menor sobre o consumo pesa diretamente no custo final de compra, venda e locação de imóveis.
6. Congresso mais alinhado
Propostas só fazem efeito quando são aprovadas. A bancada eleita aumenta a chance de a agenda econômica avançar. Gestores descreveram o cenário como um terreno muito fértil para a política econômica.
7. Janela antes da reprecificação
A bolsa e os juros reagem em minutos, mas o preço dos imóveis leva meses. Quem se posiciona enquanto os preços ainda refletem o cenário anterior tende a capturar a valorização quando o crédito e a demanda reagirem.
A bolsa reage em minutos. O mercado imobiliário reage em meses. É nesse intervalo que estão as melhores oportunidades.
O que ainda pode mudar
A diferença no primeiro turno foi inferior a 2 pontos, e o resultado de 25 de outubro está em aberto. Até lá, a expectativa é de volatilidade elevada na bolsa, no dólar e nos juros.
Os efeitos descritos aqui dependem da execução das propostas e do comportamento da inflação e do Banco Central. Decisões de investimento devem considerar o seu perfil e o seu horizonte.
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Fale com o time da Blow. Vamos olhar juntos o seu momento e as oportunidades que este cenário pode abrir.
Fontes: InfoMoney · A Revista · Bloomberg Línea · Estado de Minas · Gazeta do Povo · DGABC · Money Times
Conteúdo informativo, sem caráter de recomendação de investimento ou posicionamento político-partidário.
